Categoria - Filosofia Cristã

TEOLOGIA E SOCIEDADE

Ariovaldo Ramos

Como pastor na Igreja do Cristo, Jesus de Nazaré, que está no Brasil, sou grato à AETAL por ouvir uma perspectiva pastoral da Teologia.

Vivemos uma democracia onde a filosofia sofista, portanto, amoral, tenta se restabelecer, marcada pela máxima de Protágoras: “O homem é a medida de todas as coisas que existem e que não existem”. De modo que tudo se resuma a uma relação de poder, reduzindo a ética e a moral a uma decisão política.

Estamos expostos a uma ciência fatídica, “à lá” tragédia grega, em busca da causa e das leis que determinam a vida, até mesmo os movimentos tidos como emocionais, onde tudo é uma relação mecânica, onde os deuses foram substituídos por leis estabelecidas por uma evolução que engendrou uma legislação inexorável e irrecorrível, onde qualquer aparente movimento de liberdade não passa de mera ibris, que apenas cumpre o fatídico, outrora estabelecido pelos deuses, hoje, revelada pela ciência que se estriba na evolução, que convive com a entropia, que anuncia a vitória do caos enquanto acredita em leis rígidas que, por definição, não precisariam de evolução.

Estamos no momento da relativização da participação cristã na história, embora, seja inegável, que a modernidade, com todo o conceito de direito humano, que lhe é próprio, é filha da fé cristã. É a partir da fé cristã que a democracia se torna uma declaração de que todos os homens devem ser iguais perante a lei, uma vez que o são perante a Trindade. É a partir da fé cristã que a noção de liberdade, igualdade e fraternidade se estabelece.

Em assim sendo, precisamos de uma teologia que recupere a história da influência do pensamento cristão, na construção dos valores do Ocidente. Uma vez que não há filosofia no Ocidente que não tenha, de alguma forma, se originado da contribuição do livro cristão ao pensamento humano, mesmo que tenha tentado negar a sua relevância e inspiração. Precisamos de uma teologia que reafirme o livro santo.

Como fé é convicção, todo livro da fé é, por definição, revelado, sagrado, inerrante e infalível em matéria de fé, ou não é livro da fé! Um livro de fé apela para a sua coerência interna, não ao juízo externo, para demonstrar a sua credibilidade,

A Bíblia é o livro da fé cristã, logo, é revelada, sagrada, inerrante e infalível em relação ao seu propósito e mensagem salvíficos. Recuperemos, portanto, a ênfase das narrativas.

– A Bíblia é o livro texto da Igreja, porque a Igreja é a comunidade da fé.– A teologia, segundo o Prof. Ziel Machado, é arte.– Toda arte detém e domina uma técnica, mas, nenhuma técnica pode dominar a arte, porque toda arte é fruto de inspiração.– A arte é transcendência, a técnica é imanente.– A arte da teologia interpreta o livro da fé, frente à vida do fiel em todas as suas circunstâncias.– A arte pode ser discutida, mas, o objeto da arte é um dado.– O objeto da arte da teologia cristã é a Bíblia.– A arte da teologia não deve discutir o livro da fé

A fé é recebida, porém, precisa ser aferida pela Revelação, que é o livro da fé. Toda experiência com o Cristo, precisa do Cristo da Revelação para se saber experiência com o Cristo.

Precisamos de Teologia que recupere o fato de que só seres racionais podem ter fé e desenvolver ciência, portanto, a fé e a ciência são oriundas da ratio. A fé e a ciência, porém, são diferentes por definição:

– A fé é revelação, a ciência é ilação.– A fé é certeza, a ciência é dúvida.– A fé é convicção, a ciência é teoria em busca de comprovação.– A fé responde, a ciência pergunta.– A fé define, a ciência investiga.– A fé é dedutiva, a ciência é indutiva.– A fé propõe uma razão ampla, a ciência propõe a delimitação da razão.– A fé propõe que a vida é sustentada, a ciência propõe que a vida se sustenta.– A fé convida à comunidade, a ciência convida ao individualismo.– A fé afirma que o Deus Trino fez ciência, a ciência afirma que pode prescindir do Deus.– A fé e a ciência não se excluem, mas, não se necessitam – é uma relação dialética.

Precisamos de Teologia que recupere a história. “Os olhos são como uma luz para o corpo: quando os olhos de vocês são bons, todo o seu corpo fica cheio de luz. Porém, se os seus olhos forem maus, o seu corpo ficará cheio de escuridão. Assim, se a luz que está em você virar escuridão, como será terrível essa escuridão!” Jesus de Nazaré – Mt 6.22,23

O historiador Eric Hobsbawm defendia que um século pode ter mais ou menos que cem anos, dependendo dos eventos que, no período, ocorram, e que demarquem uma mudança, de fase ou de era, na história.

E o que se aplica ao século, se aplica a qualquer evento; assim é possível dizer que, a segunda grande guerra, oficialmente finda em 1945, termina, de fato, em 1989, com a queda do muro de Berlim, que anuncia o fim do embate entre o capitalismo, representado pela OTAN, e o socialismo, representado pelo Pacto de Varsóvia, com a vitória do capitalismo. O que levou o filósofo Francis Fukuyama a propagar a tese de fim da história, por não haver mais embate entre as ideologias.

O fim da luta entre as ideologias contraditórias, entre si deixou, de fato, a sociedade, sem olhos. Quando da luta, as sociedades se observavam, e a crítica era constante, exigindo de cada uma, não só a defesa de seu ponto de vista, como, a presença do contraditório, acabava por forçar aprimoramentos, no sentido de cada qual apresentar o seu sistema, como suficiente solução para a humanidade, em sua busca por felicidade.

Dessa forma, mais preciso do que dizer que a história acabou, seria dizer que sociedade humana perdeu a meta perspectiva, a visão do contrastante, logo, perdeu a capacidade de visão, partindo-se do pressuposto de que ter somente a visão particular de si (perspectiva), significa não ter, de si, visão alguma. A sociedade foi, portanto, acometida de cegueira.

Sempre se pode argumentar que a queda dos estados socialistas, por excelência, não representa o fim do sonho socialista e que, portanto, a crítica e o contraditório estão mantidos. Acontece, porém, que as duas ideologias têm algo em comum: a crença de que tudo se trata de uma relação de poder. Quem conquista o poder normatiza o direito e a justiça, e a verdade, e a ética, e a moral. De modo que, qualquer reação dos derrotados, apenas reforça a posição do vencedor, que passa a exigir do vencido o reconhecimento do lugar que a história, agora, lhe reserva, ou seja: lugar nenhum.

Como enfrentar essa força hegemônica? Aqui entra a Igreja, a teologia. A Igreja jamais aceitou a lógica da relação de poder. Porque a teologia sempre argumentou que o Criador é quem estabelece o conteúdo das palavras direito, justiça, verdade, paz, ética e moral. De forma que, tais conceitos, não são fruto de construção, mas de revelação. Assim, a teologia irrompe como a propugnadora da ética e do direito, e a Igreja, então, força a retomada da noção de história. O contraditório e a crítica continuam presentes, e não mais como contraponto ideológico, mas como compromisso profético, a partir do Grande Observador, como diria Berkeley, que, com sua observação, além de garantir a existência, lhe dá conteúdo. Dessa forma, diante da teologia está o desafio de passar de momento segundo (o momento da reflexão) para se tornar a emuladora da ação transformadora.

O fim do embate ideológico recolocou a Igreja e a teologia na ribalta, uma vez que, só a partir dessa lógica judaico-cristã é possível retomar o debate sobre o direito; a justiça; a ética; a paz; e a moral. Hoje, a Igreja, por sua teologia, voltou a ser os olhos da sociedade. É a única força capaz de se contrapor à lógica capitalista, e de forçar a sua humanização, ou capitulação frente à tese da solidariedade. Cabe-nos que esses olhos não sejam trevas, mas luz de libertação.

Todos os segmentos da Igreja jamais aceitaram a lógica da relação de poder como fonte da verdade e correlatos. Mas qual teologia se prestaria a lançar luz nessas trevas? A teologia do Reino, que prega uma nova sociedade, marcada pela solidariedade, o que exige, por definição, um novo modelo de governo.

Precisamos de Teologia Pública, que aponte caminhos para a nossa ação político-econômica. Estamos em momento de efervescência da juventude brasileira, clamando por um outro país. Em Marcos 9:35, temos: “E ele, assentando-se, chamou os doze e lhes disse: Se alguém quer ser o primeiro, será o último e servo de todos.”

Estamos falando de um governo previdente. Na concepção do Reino o governo é servo de todos, e tentará, por todos os modos, levar os homens à igualdade. Isto é, dar a todos, ao menos, acesso à moradia, ao ensino, ao trabalho, à saúde, ao transporte, com cada vez maior qualidade. Isso por meio de salários justos, com sistema tributário justo de maneira a promover a distribuição da renda.

O Reino estabelece, ainda a distribuição da fonte produtora da riqueza – como prega a lei do Jubileu. A cada cinquenta anos (Lv 25), Deus determinou que as terras deveriam ser devolvidas aos donos originais. Os escravos deviam ser libertos, entre os quais haviam proprietários originais das terras, e as dívidas deveriam ser sanadas pelo perdão aos devedores.

A sociedade era reinventada. Todos voltavam a assumir a sua parte no sustento da mesma. A concentração era desfeita. Quando há concentração, poucos são os que carregam o ônus da produção e, portanto, do sustento da sociedade. Os consumidores vão se endividando, e não têm mais como remunerar a produção.

Com a desarticulação da concentração o ônus da produção se distribui e o atores se remuneram. O segredo do Jubileu era o reempoderamento da ponta que deixa de ser meramente consumidora, para tornar-se, também, produtora. Volta a haver comércio, porque volta a haver intercâmbio.

O movimento de desarticulação seria possível, porque a concentração era onerada: quanto mais próximo do jubileu menos vantajosa, quanto mais distante, mais custosa. Como todas as dívidas eram perdoadas, quanto menos devedores, melhor.

Mais do que uma correção da sociedade, o jubileu era um incentivo para a construção de uma comunidade que não precisasse passar por este. Numa sociedade cujo ônus estivesse distribuído, ninguém seria rico ou poderoso demais, mas a comunidade seria sólida.

Uma sociedade cooperati-vada gera escala e não escravos.
A humanidade de Deus é uma cooperativa. Desconcentrar é a resposta.
Some-se a essa ação de reforma agrária, a reforma urbana, que regulamente a propriedade de modo que homem algum, ou grupo de homens, torne-se hegemônico por via de monopólio, latifúndio, oligopólio, etc. No caso do Brasil urge fazer a reforma urbana, porque uma nação com um território gigantesco, o quinto do planeta, com 85% de sua população vivendo em conglomerados urbanos, só se explica por uma dinâmica de injustiça social, sustentada pela concentração de terras nas mãos de poucos.

O governo, na concepção do Reino, trata a questão da liberdade individual a partir de nova relação hierárquica: a igualdade. Em Efésios, capítulo 5, verso 21, Paulo diz: “Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo.”

Fazer isso é levar todo mundo para o abraço. Se eu vou em sua direção entendendo que você merece honra, e você vem em minha direção com a mesma compreensão, estamos indo para o abraço. A concepção de que todos merecem honra semelhante iguala todos os seres humanos.

E isso só pode existir onde está garantida a liberdade de expressão e a igualdade de condições; onde há justiça ágil, barata e de fácil acesso. Onde, em ambiente democrático, o voto seja garantido, assim como a possibilidade de veto, o que é diferente do sistema que temos em nossa nação.

Aqui, em nossa sociedade, nós temos a obrigação do voto mas não temos o direito do veto. Quem ganha um mandato faz dele o que quiser, podendo desconsiderar que recebeu uma outorga, uma delegação, e que está falando, fazendo e movimentando-se em nome de alguém. Quando você sai da votação acabou-se todo o relacionamento com o seu candidato, qualquer contato, a partir daí, ocorre às custas das benesses dele. Se, em determinado momento, ou situação, alguém não se sentir mais representado por seu candidato não há o que fazer. Esse sistema sustenta e reproduz o coronelato.

O Reino de Deus exige uma democracia de fato, que faculte o voto e o veto: exige, portanto, reformas eleitorais e políticas que valorizem o voto e prestigiem o cidadão.

O governo, reclamado e sugerido pelo Reino, é aquele que luta contra o mal, e que pune o mau. Mal, para o Reino, é tudo aquilo que transforma o ser humano em objeto, tudo o que faz dele um ser manipulável, tudo que cria categorias de superioridade ou de inferioridade entre humanos.

A proposta do Reino é de um governo do povo, para o povo e pelo povo. Onde “povo” deixa de ser uma categoria ideológica, para ser o conjunto de seres humanos. Sabemos que algo é pelo povo se os seres humanos estão caminhando para a igualdade de condições, de possibilidades e de tratamento.

O Reino nos traz paradigmas para nosso envolvimento político partidário, porque prioriza o ser humano. O que significa que rejeita o individualismo, que é comunitário, pois entende que tudo o que é pessoal tem que desembocar no comunitário para ser sadio.

Em resumo, podemos dizer que o Reino de Deus se opõe ao sistema vigente, desconfia dele o tempo todo, porque sabe que tal sistema não resolve os problemas cruciais da existência e coexistência humanas. O Reino propõe novas perspectivas:

O ser humano passa a ser solidário; o Reino trabalha a luta de classes na perspectiva da solidariedade, propondo a economia da partilha, na qual o resultado do esforço de todos seja distribuído entre todos; surge uma nova ética do trabalho, na qual todos trabalham por todos, daí, o consumismo não tem lugar, porque a primeira tarefa é garantir, a todos, a satisfação das necessidades básicas – o espaço para o supérfluo fica à espera do cumprimento dessa tarefa.

Adota-se a contenção da propriedade, que não é ataque ao conceito de propriedade, mas o estabelecimento de limites a esse direito – não se mede o ser humano por suas posses.

Uma nova concepção impõe que a lei seja para o homem e não o inverso, e que seja instrumento de aperfeiçoamento e não de punição. Daí, um sistema penitenciário, como o que conhecemos, é um atentado ao direito. Esses novos conceitos de trabalho, de justiça, de lei e de economia implicam em nova concepção de governo:

– Governo, para o Reino, é servo de todos, e vai buscar, de todas as formas, levar os seres humanos à igualdade. Esse seria o governo previdente, que há muito não vemos. O que temos hoje são governos rea-gentes, que vivem apagando incêndios sem fazer rescaldo, pois permitem que o incêndio recomece a qualquer hora, no mesmo lugar. Além de serem apenas reagentes são maus bombeiros, pois não fazem a lição de casa, que é extinguir todos os possíveis focos de retomada do incêndio. E, a todo tempo, tendo-se apagado um incêndio, surge outro, e mais outro, numa sequência sem fim. E isso acontece porque toda a concepção de governo está errada. A proposta do Reino é o governo previdente.

– Essa nova concepção de governo vai trabalhar a questão dos salários na qual entra também a questão previdenciária, da reforma tributária, das reformas agrária e urbana, enfim, de tudo aquilo que, como está, hoje, afronta a dignidade humana, por produzir desigualdade, miséria, alienação, etc. Vai ocupar-se, igualmente, da lei e de seu sistema judiciário, tornando-o acessível, fácil e barato.

A participação do cristão na ação política precisa ser feita a partir dessas concepções. É importante ter em mente que não vamos implantar o Reino, mas é nosso papel sinalizá-lo o máximo que nos for possível. Só Cristo pode implantá-lo. Embora o Reino já esteja aqui entre nós, ele só virá, plenamente, com Cristo. Isso nos faz concluir que, ainda que não consigamos atingir esse estado de igualdade, entre os seres humanos, como cidadãos e agentes do Reino, cabe a nós trabalhar para abençoar a todos os seres humanos. Fazendo assim, teremos contribuído, ainda que minimamente, para a dignificação do ser humano, a quem Deus criou a sua imagem e semelhança.

Jesus Cristo, portanto, preconizou uma nova sociedade, cujo poder governamental seria exercido por meio do serviço a todos. Uma sociedade de cidadãos, onde todos seriam cidadãos, pois, só uma sociedade em que o governo assume a sua vocação de servo de todos, é que a cidadania floresce.

Na sociedade do Cristo, o poder deveria ser exercido dessa forma para que a sociedade pudesse cumprir a sua vocação, qual seja:

– uma sociedade onde o uso da terra fosse regulamentado, tendo em vista o bem de todos, pois, como disse o profeta Isaías 5.8: “Deus não admite que alguém possa comprar casa sobre casa e terra sobre terra até ser o único morador do lugar.” Na sociedade do Cristo a terra teria de ser repartida entre todos, pois é para todos. Este tipo de coisa só acontece quando o governo está a serviço de todos.

– uma sociedade onde a riqueza fosse distribuída com equidade, pois, como disse o apóstolo Paulo: “Deus quer que quem colheu demais não tenha sobrando, e o que colheu de menos não tenha faltando.” (2Co 8.15). Uma sociedade com consciência de coletividade. O que só acontece quando o governo está a serviço de todos. Onde o imposto fosse um instrumento legítimo de distribuição de renda.

– uma sociedade onde o trabalhador usufruísse da riqueza que produz, pois, como está escrito: “o trabalhador é digno de seu salário.” (Lc 10.7), e mais, “não se pode amordaçar o boi que debulha o milho.” (1Tm 5.18), isto é, aquele que produz deve ser o primeiro a usufruir do que produziu. Uma sociedade de trabalhadores para trabalhadores. O que só acontece quando o governo está a serviço de todos.

– uma sociedade onde a criança fosse prioridade, pois, Deus não quer que nenhum dos pequeninos se perca, e ameaça com duras penas a sociedade que desviar as crianças de sua vocação divina: vocação à saúde; à educação; à segurança; à longevidade; ao emprego – enfim, uma vida que possa ser celebrada. O que só acontece quando o governo está a serviço de todos.

– uma sociedade onde os órfãos e as viúvas, isto é, os que tudo perderam, não ficassem desamparados, pelo contrário, parte da produção seria destinada com exclusividade para estes, para que não houvesse miséria na sociedade. Uma sociedade onde todos desfrutassem do direito à dignidade. Uma sociedade de cidadãos, pois, só onde há dignidade há cidadania.

– uma sociedade onde o idoso fosse referencial de sabedoria, nunca um fardo, pois, na Bíblia, o idoso é o conselheiro que ajuda o jovem na sua caminhada e, por este, é visto como um mentor, como alguém que é guardião dos valores que devem nortear a sociedade. Alguém que deve ser honrado, o cidadão por excelência, pois construiu e legou para as gerações que o sucedem.

Na sociedade preconizada por Cristo o conjunto de cidadãos é o estado. E todos são cidadãos. Por isso, o governo estaria a serviço de todos. E estar a serviço significaria que o governo estaria sob o controle da cidadania, E porque o governo estaria sob o controle, os direitos humanos seriam respeitados. E onde os direitos humanos são respeitados há previdência, isto é, o futuro do cidadão estaria assegurado, ou seja, o cidadão seria o beneficiário da riqueza que produziria. E mais, previdência seria um conceito que abrangeria não só a saúde ou a velhice, mas a escola, a segurança, o emprego, o lazer, enfim, tudo o que dá qualidade à vida. Nesta sociedade, o governo seria um agente previdenciário, e o futuro seria, não como algo que quanto mais remoto melhor, mas como uma sucessão de presentes, onde cada dia traria a garantia de um futuro assegurado. Temos um caminho de espiritualidade para desmantelar o consumismo e construir uma sociedade justa. Até, porque, podemos dizer que uma sociedade injusta é uma contradição de termos.

Nossos desafios, diante da desigualdade da nação, são enormes, precisamos de uma Teologia que nos ajude a saber viver e influenciar a partir do que cremos.

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